Eduardo Tropia - Fotografia Fine Art

A sala escura sempre esteve presente na vida de Eduardo Tropia, reconhecido fotógrafo mineiro com 45 anos dedicados à arte de escrever com a luz. Filho do fotógrafo Milton Tropia, Eduardo cresceu vendo de perto o trabalho do pai, conhecido retratista em Pedro Leopoldo e Ouro Preto.

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Eduardo Tropia, fotógrafo brasileiro participa de bienal de fotografia na China

Eduardo Tropia leva obra da série “Barroco Liberto” - Barroco x Chinesice

para a "6th Jinan International Photography"

O fotógrafo mineiro Eduardo Tropia é um dos selecionados para a "6th Jinan International Photography", bienal de fotografia na China. O tema é “O retorno à sabedoria oriental”. O fotógrafo produziu uma série de imagens especialmente para a seleção da bienal, com a técnica utilizada em sua série Barroco Liberto. Uma das imagens foi selecionada e estará entre as 200 fotos expostas. Cada fotógrafo selecionado levará apenas uma fotografia para a exposição.

A Série Barroco Liberto foi criada para a exposição de 2012 do Coletivo Olho de Vidro, que reúne fotógrafos ouro-pretanos. O tema anual é definido pelo poeta Guilherme Mansur. Para essa exposição, Eduardo Tropia trabalhou com imagens do barroco mineiro, de Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e Santa Bárbara, sobrepondo os cromos originais e criando novas texturas, profundidades e leituras para as obras barrocas.

Para a bienal chinesa, Eduardo Tropia utilizou a mesma técnica, mas sem os slides. Todas as imagens enviadas para a seleção foram feitas digitalmente e unem o barroco de Ouro Preto com as influências chinesas, trazidas de Macau pelos portugueses. Na cidade, pinturas com traços da cultura chinesa podem ser encontradas nas igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Brancos do Padre Faria e de Santa Efigênia. A foto selecionada para a "6th Jinan International Photography" traz, sobrepostas, as imagens da fachada e do interior da Igreja de Santa Efigênia.

O convite para participar da "6th Jinan International Photography" partiu do artista equatoriano Freddy Coelho, por intermédio a ouro-pretana Margareth Monteiro. Ele auxiliou o curador da exposição, o albanês Alfred Mirashi Milot, a selecionar fotógrafos da América Latina. Eduardo Tropia e a fotógrafa Cris Gomes, de Belo Horizonte, são os únicos brasileiros na bienal.

Chinesice

O Glossário de Arquitetura e Ornamentação, de Affonso Ávila, João Marcus Machado Gontijo e Reinaldo Guedes Machado, define a chinesice  como “Elemento decorativo de inspiração chinesa (do francês, chinoiserie)”. Com a ampliação das viagens marítimas portuguesas, curiosidades encontradas do outro lado do mundo passam a fazer sucesso na Europa. Produtos artísticos genuinamente orientais ou influenciados pela cultura oriental passam a ter forte presença no velho continente e, consequentemente, em suas colônias. A combinação das cores vermelha e dourada, que imitava os estilos chineses, começa a surgir na ornamentação da arquitetura colonial. A primeira fase do barroco brasileiro traz exemplos desse tipo. Os motivos chineses caíram em desuso, mas o estilo permaneceu impresso em muitas edificações, em especial, nas religiosas, em várias partes do Brasil, com destaque para Salvador, Olinda e João Pessoa. Em Minas Gerais, a chinesice pode ser encontrada em Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Sabará, Barão de Cocais, Tiradentes e São João del-Rei.

Eduardo Tropia

Fotógrafo com mais de 40 anos de atuação, Eduardo Tropia tem no currículo trabalhos em destinos turísticos, fotografias industriais, editoriais (Jornal O Tempo como fotógrafo e editor de fotografia, Revista IstoÉ), artes plásticas e artes cênicas. Lecionou fotografia na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), ofereceu oficina de fotografia para o Fotógrafos em Ouro Preto por cinco anos seguidos e, em 2016, para o IFMG, no Encontro Nacional de Tecnologia em Conservação e Restauro. Ministra oficinas e workshops de fotografia periodicamente em Ouro Preto, cidade onde vive. Produziu exposições, entre elas: Memória dos Festivais de Inverno Ouro Preto e Mariana; Ouro Preto Tudo é Jazz; Ruas de Minha Vida, que também foi exposta na cidade de Lagos, em Portugal, durante o Cineport 2006. Em Belo Horizonte e São Paulo, assinou a exposição “E nós que nem sabemos”. Apresentou trabalhos na Casa Cor Minas em 2012 e 2013. Integrou a exposição Minas Território das Artes, no Palácio das Artes em maio de 2014. Integra o coletivo Olho de Vidro há 10 anos. Com a Série Murus, participou de oito exposições em Galerias de Arte, em 2015 e 2016. Faz parte do documentário Profissão Fotógrafo, estreado em 2016 e produzido pela Estação Mídia filmes, com 21 fotógrafos mineiros. É gestor do site ouropreto.com.br e consultor editorial para sites de informações culturais e turísticas.

 

 

Serviço

"6th Jinan International Photography"

Tema: O retorno à sabedoria oriental

Abertura em 10 de novembro de 2016

Foto de Eduardo Tropia selecionada para a "6th Jinan International Photography" (foto nº 139)

http://www.ea360.com/news/tbbd/2016/10/9/17237_14.shtml


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